©© ENTREVISTA: PORTO-ROCHA


                

Estúdio criativo focado em branding e sistemas de design, transformando marcas e desenvolvendo projetos que conversam com o mundo em que a gente vive. Com base em Nova York, o estúdio foi fundado pelos designers brasileiros Felipe Rocha e Leo Porto. Através de pesquisa, estratégia e de seu olhar sobre padrões e tendências emergentes, PORTO ROCHA cria marcas que estao em constante diálogo com seus consumidores e a cultura ao seu redor.

Entrevista publicada na Newsletter de Março de 2022.





Espaço.CC: O que vocês consideram os principais eixos de trabalho no estúdio PORTO ROCHA?

PORTO ROCHA: Branding e sistemas de design são o foco principal do nosso trabalho, e intercalamos diversas disciplinas sob esse guarda-chuva, como estratégia de marca, naming, arquitetura de marca, sistemas visuais, motion design, design editorial, web design, dentre outros. Trabalhamos com indústrias e clientes bem diversos — de artistas e instituições culturais a startups e grandes marcas globais.


CC: Como vocês lidam com as fronteiras e a supressão delas na experiência de criar um estúdio em um país em que vocês são imigrantes?

P.R: Por um lado, o mercado de design está cada vez mais globalizado e democrático, por outro, perspectivas culturais únicas são cada vez mais valiosas. Nós criamos o estúdio tendo como um dos valores centrais a ideia de que perspectivas diversas são essenciais para que possamos desenvolver trabalhos criativos cada vez mais relevantes. Desde o início do estúdio, colaborar com profissionais de culturas diferentes foi algo natural, e com a pandemia e a aceleração do trabalho remoto, essa colaboração ficou ainda mais constante. Empreender enquanto imigrantes envolve diversos desafios, mas também serve como motivação extra — queremos provar que nossas perspectivas são valiosas e que é possível liderar um estúdio de design com relevância global.



CC:  Com a criação do Bonde, vocês abriram um espaço de diálogo entre designers brasileiros em Nova York. Pensando que a masterclass está dentro de um curso de design para um público variado, como vocês enxergam conversas desse tipo dentro das práticas criativas de vocês?

P.R: Quando iniciativas como o curso Espaços do Design no Contemporâneo acontecem, a indústria do design se fortalece, e a partir dessas experiências, ficamos mais confiantes em relação ao nosso trabalho. Assim como na época do Bonde, é uma troca em que todo mundo sai aprendendo.

CC:  Quais os maiores desafios do estúdio hoje? E quais ambições vocês visionam pro futuro próximo?


P.R:  O maior desafio é crescer de forma sustentável e manter a qualidade na entrega do nosso trabalho, a partir do momento em que trabalhamos em projetos cada vez mais complexos e de maior escala. Entre as ambições que visionamos para o futuro próximo do estúdio estão: 1. Desenvolver ainda mais as nossas entregas de planejamento estratégico, produtos digitais e motion design. 2. Nos conectar com clientes e marcas de indústrias e regiões cada vez mais diversas. 3. Finalizar a obra do nosso escritório no Brooklyn e otimizá-lo para que faça sentido trabalhar presencialmente no mundo "pós-pandemia". 4. Criar mais projetos autorais.




CC: Qual ensinamento o design brasileiro pode oferecer pro mercado global? E vice-versa.

P.R: Do Brasil para o mercado global: a multidisciplinaridade e o jogo de cintura. Do mercado global para o Brasil: a valorização do design, em todos os sentidos – tempo, processo, recursos, orçamento.

CC: Por que criar o próprio estúdio? E quais os prós-e-contras dessa escolha no início de tudo e no estágio que estão hoje?

P.R:A vontade de abrir o nosso próprio estúdio veio da busca por um lugar que valorizasse o design e o craft normalmente encontrado em estúdios menores, mas que pudesse lidar com projetos complexos com bases estratégicas e de grande impacto global. Queríamos trabalhar em um estúdio que fizesse sentido no mundo hoje em dia, e que olhasse para Design não como disciplina tradicional, mas como uma forma de conectar projetos com pessoas e a cultura ao seu redor. E para provar que sim, é possível liderar um estúdio referência em design sendo gays e imigrantes.







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